Entenda por que a botnet IoT é um caminho sem volta

Há mais de 20 anos, redes zumbis vêm atuando em ataques DDoS e sendo usadas para o roubo de informações via e-mails e spam. Agora, a disseminação de dispositivos IoT (Internet of Things) na formação de botnets favorece sua monetização por parte de organizações criminosas, que podem usar os dispositivos conectados à Internet até para matar.

Esses são alguns dos motivos pelos quais as botnets IoT têm dominado grande parte do conteúdo das últimas conferências Black Hat e Defcon, como as realizadas no mês de julho em Las Vegas.

De acordo com Eduardo Maffessoni, engenheiro e instrutor da Arbor Networks, o uso cada vez maior de dispositivos IoT nos mais diversos setores da economia e até mesmo em aplicações domésticas motivou a explosão no número de aparelhos conectados à Internet e, consequentemente, ampliou o poder de fogo das botnets IoT.

Eduardo lembra, ainda, que é muito fácil hackear um desses dispositivos e “tomar posse” de seu endereço IP e conectividade, para integrá-lo a uma rede zumbi, para chantagear ou até para matar pessoas – já que é possível invadir um carro conectado, um leito hospitalar ou um marca-passo digital, por exemplo.

O especialista participa da Security Leaders Recife, no dia 21 de setembro, com a palestra intitulada “Botnet! Como um recurso criado para DDoS através de exploits básicos está se tornando uma grande fonte de renda para organizações criminosas com o avanço das IoT’s”, que se realiza das 11h30 às 12h, no auditório do Grupo JCPM.

Já Ítalo Bruno, gerente de vendas da Arbor Networks, participa do painel “Ataques da nova era”, das 14h30 às 15h30, abordando o ransomware e ataques emergentes, assim como os instrumentos que podem ser utilizados para combatê-los. Entre os debatedores estarão representantes de empresas usuárias e instituição de P&D/consultoria.

A empresa também montou um estande no evento para receber e informar os visitantes sobre suas ofertas.

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