Check list: os 5 pontos para conferir na implementação de uma rede 5G

Nas operadoras, os profissionais de engenharia e operações de rede normalmente dispõem de ferramentas de service assurance que lhes proporcionam visibilidade da rede, de serviços, de aplicativos, de sessões de assinantes e de dispositivos. Só assim podem monitorar e solucionar os problemas relacionados a rede, serviços e dispositivo.

No entanto, as tradicionais ferramentas de service assurance não são adequadas (nem econômicas) para as redes virtualizadas das quais dependerão os serviços 5G. Para cumprir as promessas da virtualização – operações ágeis e economia de OPEX e CAPEX – também é necessário contar com uma solução de service assurance que seja compatível com esses recursos.

Service assurance no mundo 5G

O que exatamente significa service assurance para serviços 5G em uma rede multinuvem cada vez mais virtualizada?

De fato, a computação de borda de acesso múltiplo (MEC – Multi-access Edge Computing), torna a visibilidade e a observação das funções e dos aplicativos da rede mais difíceis para as ferramentas tradicionais de service assurance. Para começar, os Provedores de Serviços de Comunicações (CSPs Communications Service Providers) precisam ter visibilidade até a camada VNF ou container utilizando ferramentas virtuais capazes de fornecer também o contexto da cadeia de serviços e da sessão do assinante. Para o MEC, esta instrumentação virtual deve ser leve, pois os recursos de computação devem ser reservados e priorizados para fornecer a qualidade de serviço esperada, como latência (ultra) baixa, largura de banda e / ou alta densidade de dispositivo, como exigido no caso de serviços IoT e outros serviços de comunicação, sejam novos ou já existentes. Além disso, essa instrumentação virtual deve ser implementada pela camada de orquestração da rede NFV / SDN, de modo a operar em sincronia com a rede virtualizada.

5G: um salto nas tecnologias de rede

O 5G representa um salto de geração nas tecnologias de rede. Essa evolução da tecnologia móvel requer uma solução específica para que as operadoras possam construir e escalar serviços com sucesso em redes 5G.

Aparentemente a tecnologia 5G está sendo introduzida em pelo menos duas fases. Na transição de 2G para 3G, e da transição de 3G para 4G, as novas tecnologias foram lançadas como redes móveis autônomas (assumindo o tráfego da geração mais antiga onde não havia estações rádio base). Em uma primeira fase, espera-se que a nova rede 5G seja fortemente integrada à 4G com o CUPS (Control User Plane Separation), na qual, a sinalização utiliza a infraestrutura 4G, e o plano do usuário acessa a rede 5G para fornecer largura de banda muito alta, e com latência (ultra) baixa.

Só com virtualização e automação é possível oferecer ao usuário os novos recursos de escalabilidade, latência, largura de banda e densidade de dispositivos prometidos pela 5G, além de menor CAPEX / OPEX e maior agilidade. Adicionar infraestrutura virtual para responder, em tempo real, às variações de velocidades de comunicação, número de dispositivos e tráfego na rede 5G vai além das possibilidades da intervenção humana. Portanto, a orquestração em loop fechado é o foco atual da indústria de soluções de telecomunicações móvel e service assurance. Nesse caso, a solução de service assurance deve fornecer visibilidade e feeds em tempo real à camada de orquestração.

Por fim, as operadoras buscam adicionar inteligência artificial às redes NFV / SDN e multinuvem para, no longo prazo, chegarem às redes auto-organizadas, capazes de se otimizarem de maneira automática. Hoje já existem algoritmos de aprendizado em algumas soluções de service assurance, mas o desenvolvimento contínuo de aprendizado de máquina e inteligência artificial são a próxima fronteira dessas soluções.

Operadoras brasileiras também se preparam para lançar suas redes 5G, e este é o momento de avaliarem o que já têm e o que ainda falta para que seus novos serviços cheguem ao mercado preenchendo as expectativas dos usuários e a rentabilidade projetada pela empresa.